Larvicida da Nório reduz em até 86% a população de maruim em município de Santa Catarina
- 22 de abr.
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O controle do maruim sempre foi um desafio em diversas regiões de Santa Catarina. O inseto afeta diretamente a qualidade de vida da população, limita atividades ao ar livre e pode estar associado a riscos à saúde. Diante desse cenário, a Nório desenvolveu uma
solução inovadora que vem transformando essa realidade: o ARUEX, um larvicida biodegradável projetado para atuar de forma eficiente e sustentável no controle do vetor de Febre Oropouche.
Em regiões afetadas, o maruim não é apenas um incômodo pontual, trata-se de um problema contínuo. Métodos tradicionais, geralmente focados no combate ao inseto adulto, tendem a apresentar resultados limitados ao longo do tempo. Isso acontece porque essas abordagens não interrompem o ciclo de desenvolvimento, permitindo que novas gerações continuem surgindo. Como consequência, há necessidade de reaplicações frequentes, aumento de custos e maior impacto ambiental.
A solução desenvolvida pela Nório parte do princípio de interromper o ciclo do inseto ainda na fase larval. O ARUEX foi formulado para atuar diretamente nesse estágio, impedindo que a larva atinja a fase adulta e continue se reproduzindo. Essa abordagem torna o controle mais eficiente e duradouro.
Além disso, o produto utiliza ativos de origem natural aliados a um sistema nanoencapsulado que permite a liberação gradual e mantém sua ação por mais tempo no ambiente, otimizando o desempenho e reduzindo a necessidade de reaplicações constantes.
Resultados comprovados em campo
Em aplicações monitoradas no município de Luiz Alves (SC), o uso do ARUEX demonstrou resultados expressivos reduzindo até 86% na população de maruim nas áreas tratadas. Na prática, isso significa mais do que controle do inseto, representa ganho direto em qualidade de vida para a população, que passa a conviver com menos incômodo e mais segurança em seu dia a dia.
Outro ponto central no desenvolvimento do ARUEX é o compromisso com o meio ambiente.
O produto é biodegradável e foi projetado para atuar de forma eficiente e minimizar danos ao ecossistema. Isso permite sua aplicação em diferentes contextos, inclusive em áreas sensíveis, com segurança e responsabilidade.
O caso de Santa Catarina mostra que, com a estratégia certa e o uso da tecnologia adequada, é possível transformar um problema recorrente em uma situação controlada.
Os resultados obtidos até aqui reforçam a importância de investir em inovação para o controle de vetores. O apoio da FAPESC foi fundamental para viabilizar o desenvolvimento da solução e levar a aplicação da ciência para onde o problema realmente ocorre.

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